Depois de ler o capítulo 5 da obra de Jacinto Jardim que propõe uma reflexão urgente e atualizada sobre o papel central das relações humanas e da comunicação na gestão de projetos, percebi, desde a introdução, o estabelecimento de uma conexão direta entre a qualidade dos vínculos interpessoais e o sucesso organizacional, especialmente num cenário multicultural e tecnologicamente avançado.
Os tópicos abordados pelo Professor Jacinto passam por temas essenciais, como:
• Técnicas de comunicação clara e transparente;
• Impacto das tecnologias e da inteligência artificial nas interações humanas;
• Gestão da diversidade e inclusão como fonte de inovação;
• Importância da inteligência emocional na liderança e no trabalho em equipe;
• Resolução de conflitos em ambientes multiculturais;
• Utilização de ferramentas de autoconhecimento, como o eneagrama, para gestão e desenvolvimento de pessoas;
• Proposta de uma Escala de Gestão Humanizada (EGHP-28) para medir o clima organizacional.
Professor Jardim dialoga constantemente com autores de referência (como Goleman, Hofstede, Drucker, Freeman), conferindo solidez e didatismo ao capítulo.
Os valores transmitidos
O fio condutor do capítulo é a valorização inegociável do ser humano no centro das organizações. Em tempos em que a tecnologia poderia facilmente eclipsar a dimensão humana, o autor insiste que:
• Comunicar é, antes de tudo, humanizar.
• Diversidade e inclusão são pilares, não adereços.
• A liderança eficaz nasce da escuta, da empatia e da autenticidade.
• O autoconhecimento é ferramenta de transformação pessoal e coletiva.
Esses valores alinham-se profundamente com uma visão de mundo progressista, ética e solidária – uma aposta convicta na construção de ambientes de trabalho mais justos, criativos e sustentáveis.
Ler este capítulo foi, para mim, mais do que um estudo técnico: foi um convite a refletir sobre o tipo de líder e de profissional que desejo ser no mundo contemporâneo.
Admiro especialmente a coragem de Jacinto Jardim em recusar abordagens instrumentais e frias da gestão de projetos. Em vez disso, ele propõe uma gestão comprometida com o bem-estar humano, com a ética, com a cooperação real entre diferentes culturas e modos de ser.
Achei brilhante a apresentação do eneagrama da personalidade como ferramenta de liderança humanizada. Enquanto muitas metodologias se limitam a “tipificar” comportamentos, o eneagrama, tal como proposto em sua obra, é um instrumento para reconhecer, acolher e transcender nossas limitações pessoais e coletivas.
Também considero extremamente relevante a criação da Escala da Gestão Humanizada de Pessoas (EGHP-28). Num cenário empresarial muitas vezes focado apenas em métricas financeiras, a proposta de medir o grau de humanização no ambiente de trabalho é disruptiva e necessária.
Gostaria de ter conhecimento de exemplos práticos ainda mais ilustrativos (cases reais ou situações concretas de projetos) para tornar os conceitos ainda mais tangíveis para o leitor.
Para concluir, este capítulo é um verdadeiro manifesto pela gestão de projetos com alma: mais do que planilhas e cronogramas, trata-se de gente lidando com gente – suas emoções, suas diferenças, suas potências criativas.
E é aí que mora a grandeza da liderança na era digital.
Acredito que o futuro das organizações mais inovadoras e resilientes será escrito por aqueles que, como o professor Jacinto Jardim, sabem que tecnologia e humanidade precisam andar juntas – e que sem relações humanas de qualidade, não existe projeto que se sustente.

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