Vivemos um tempo de disrupções profundas no campo da educação superior, marcadas por uma complexificação crescente das estruturas institucionais e pela intensificação das exigências sociais sobre universidades e centros de pesquisa. Como educadora, empreendedora e futurista, vejo com entusiasmo — mas também com lucidez — a transformação em curso. A leitura do artigo de Caeiro e Caetano (2019), ao refletir sobre o caso português, desperta ecos diretos em nossos desafios brasileiros, sobretudo quando pensamos no papel da educação a distância como vetor de inovação e democratização. A centralidade do estudante, a autonomia universitária e a busca pela excelência são pilares de um novo paradigma. Mas será que nossas instituições estão realmente preparadas para isso? Como empreendedora na área de educação e tecnologia, percebo que a autonomia institucional só é fértil quando há cultura organizacional voltada à inovação. E essa cultura, como bem ressalta o artigo, nasce menos de decretos ...